Treino de força na perimenopausa: porque é essencial a partir dos 40 anos
Por volta dos 40 anos, muitas mulheres começam a notar mudanças no corpo que nem sempre são imediatamente reconhecidas como parte de um processo fisiológico natural. Dores nas articulações, aumento da gordura abdominal, perda de massa muscular, metabolismo mais lento e alterações do sono são queixas frequentes.
Em muitos casos, estes sinais correspondem já à perimenopausa — a fase de transição que antecede a menopausa, marcada por oscilações e diminuição progressiva dos níveis hormonais, sobretudo do estrogénio.
A redução hormonal tem efeitos diretos em vários sistemas:
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diminuição da massa muscular e da força
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maior risco de sarcopenia e osteoporose
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aumento da gordura visceral, associada a maior risco cardiovascular
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alterações do metabolismo da glicose e da sensibilidade à insulina
Ignorar estas alterações ou atribuí-las apenas à idade pode atrasar intervenções simples e eficazes.
Porque o treino de força faz a diferença.
O treino de força, também chamado treino de resistência, é uma das intervenções mais eficazes nesta fase da vida da mulher.
Ao estimular os músculos de forma regular e orientada, este tipo de treino:
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preserva e aumenta a massa muscular
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contribui para a proteção dos ossos, reduzindo o risco de osteoporose
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melhora o equilíbrio e a coordenação, diminuindo o risco de quedas e fraturas
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aumenta a sensibilidade à insulina
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ajuda a reduzir a gordura visceral
Comparativamente à dieta isolada ou apenas ao exercício aeróbio, o treino de força apresenta benefícios metabólicos superiores, sobretudo na saúde a médio e longo prazo.
A evidência científica mostra ainda que o treino de força está associado a uma redução do risco de mortalidade entre 9 e 22%. Não se trata apenas de viver mais anos, mas de viver com mais autonomia, funcionalidade e qualidade de vida.
O treino de força deve ser adaptado à idade, condição física, historial clínico e objetivos de cada mulher. Quando bem orientado, é seguro e altamente eficaz — inclusive em mulheres que nunca treinaram antes.
Cuidar da saúde na perimenopausa não é aceitar o declínio.
É intervir a tempo, com conhecimento, acompanhamento e uma visão integrada da saúde feminina.
